passos
de besouro ou de girafa?
apenas passos, dê logo
mas quantos?
vinte, duzentos, dois mil?
quantos quiser, mas ande
em que velocidade?
devo ir rápido ou lento seria melhor?
tanto faz, desde que você vá
mas para onde devo ir?
o norte é uma boa opção? o sul não é longe demais?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
abissal
estou indo para o fundo
carregando nossa âncora
quando ouço você indo embora
o som ainda transpassa no fundo do oceano
a luz se afasta, enquanto perco você de vista
almejo seu corpo, mas o peso que você me deu
é muito mais do que eu suporto
enquanto você vai embora, eu afundo
fundo
mais fundo
e ainda mais fundo
não me importo mais em respirar
ou me salvar
se do meu lado você não mais está
agora sou abissal
carregando nossa âncora
ouço seu nome pelas correntezas aqui no fundo
é muito sozinho por aqui
mas o escuro virou minha paixão quando você se foi
as conchas cobrem meus olhos, evitando lágrimas
e tudo aqui está em harmonia
carregando nossa âncora
agora sou abissal
carregando nossa âncora
quando ouço você indo embora
o som ainda transpassa no fundo do oceano
a luz se afasta, enquanto perco você de vista
almejo seu corpo, mas o peso que você me deu
é muito mais do que eu suporto
enquanto você vai embora, eu afundo
fundo
mais fundo
e ainda mais fundo
não me importo mais em respirar
ou me salvar
se do meu lado você não mais está
agora sou abissal
carregando nossa âncora
ouço seu nome pelas correntezas aqui no fundo
é muito sozinho por aqui
mas o escuro virou minha paixão quando você se foi
as conchas cobrem meus olhos, evitando lágrimas
e tudo aqui está em harmonia
carregando nossa âncora
agora sou abissal
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
eu fiz de novo
seus olhos me julgavam
o sangue escorria
e minha mão doía
suas artérias sangravam
eu rasguei você
me manchei de vermelho
sujei o espelho
por desejo de te ter
a faca cravada não me deixa esquecer
não que eu queira
sem eira nem beira
me soltar de você
asseguro o soturno calor
e abro as janelas
para as visitas belas
testemunharem a dor
o sangue escorria
e minha mão doía
suas artérias sangravam
eu rasguei você
me manchei de vermelho
sujei o espelho
por desejo de te ter
a faca cravada não me deixa esquecer
não que eu queira
sem eira nem beira
me soltar de você
asseguro o soturno calor
e abro as janelas
para as visitas belas
testemunharem a dor
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