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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

eu fiz de novo

seus olhos me julgavam
o sangue escorria
e minha mão doía
suas artérias sangravam

eu rasguei você
me manchei de vermelho
sujei o espelho
por desejo de te ter

a faca cravada não me deixa esquecer
não que eu queira
sem eira nem beira
me soltar de você

asseguro o soturno calor
e abro as janelas
para as visitas belas
testemunharem a dor

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