seus olhos me julgavam
o sangue escorria
e minha mão doía
suas artérias sangravam
eu rasguei você
me manchei de vermelho
sujei o espelho
por desejo de te ter
a faca cravada não me deixa esquecer
não que eu queira
sem eira nem beira
me soltar de você
asseguro o soturno calor
e abro as janelas
para as visitas belas
testemunharem a dor
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